Embratur

Promoção conjunta e irmanamento é foco de destinos brasileiros

por — publicado 21/08/2018 00h00,
última modificação 21/08/2018 10h59

Foto por: Roberto Castro/MTur

Representantes brasileiros se reuniram na Dinamarca nesta segunda-feira (20)

Representantes brasileiros se reuniram na Dinamarca nesta segunda-feira (20)

Santa Catarina e Ceará trabalham em conjunto para atrair mais europeus, em especial, os dinamarqueses

Em encontro com operadores de turismo dinamarqueses, nesta segunda-feira (20), na Embaixada do Brasil em Copenhague, representantes de Santa Catarina e o secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho, juntamente com Ministério do Turismo e Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), conversaram sobre a possibilidade de realizar a promoção integrada e desenvolvimento de uma rota Ceará-Santa Catarina para atrair mais europeus e turistas internacionais em geral. 

Segundo o secretário de Turismo do Ceará, “atualmente, o estado já recebe 48 voos de fora do Brasil a cada semana, com previsão de chegar a 60”. “Somos um hub na parte norte do país, e seria ideal criar rotas internas que favorecessem outros pontos, como já fazemos atualmente com Foz do Iguaçu“, disse. A ideia é aproveitar a maior proximidade do estado nordestino ao continente europeu, facilitando a operação das companhias aéreas e ampliando a malha aérea brasileira. 

Além disso, os empresários catarinenses propuseram ao embaixador brasileiro em Copenhague, Carlos Antônio da Rocha Paranhos, o irmanamento da capital dinamarquesa com Florianópolis, capital de Santa Catarina, por conta das semelhanças que possuem, como serem ambas com forte ligação com o mar, com potenciais turísticos e também na geração de negócios para os dois países. 

Urbanismo como ferramenta de mudança social

A comitiva brasileira se encontrou também com o arquiteto Jan Gehl, do estúdio internacional Gehl Architects, referência em urbanismo voltado para as pessoas, e que já desenvolveu projetos para metrópoles como Sydney, na Austrália, e Moscou, na Rússia. O arquiteto dinamarquês destacou que muitas vezes pensamos nas cidades do futuro como lugares muito tecnológicos, automatizados, e que talvez a cidade do futuro tenha chegado: “Portanto, temos um futuro promissor. Podemos mudar, transformar nossas cidades em lugares onde queremos viver, feitos para as pessoas, acolhedoras“, completou o urbanista. O urbanista mostrou como foi a evolução da cidade de Copenhague, que começou há mais de 60 anos com projetos buscando priorizar os pedestres e ciclistas na estrutura da cidade.

A chefe de planejamento urbano de Copenhague, Tina Saaby, também se encontrou com os representantes brasileiros, mostrando como a capital dinamarquesa investiu e promoveu experiências para chegar ao patamar atual. “As experimentações, as inovações, as tentativas fizeram com que o sistema evoluísse. Buscamos transformar a cidade em um melhor lugar para o cidadão viver. Os projetos sempre contam com a integração entre os públicos privados, os governantes e também a população. É uma solução conjunta“, completa a urbanista.

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