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Presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, participa de live realizada pelo portal Mercado e Eventos

por — publicado 30/07/2020 00h00,
última modificação 31/07/2020 07h56

Foto por: Divulgação

Presidente Gilson Machado Neto participou de live realizada pelo portal Mercado e Eventos

Presidente Gilson Machado Neto participou de live realizada pelo portal Mercado e Eventos

O presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Gilson Machado Neto, participou, nesta terça-feira (28/7), da live “M&E Play”, promovida pelo importante portal de notícias sobre o trade do Turismo “Mercado e Eventos”. O tema tratado durante a live, transmitida ao vivo pelo Youtube, foi “O papel da Embratur na retomada do Turismo no Brasil”.

Respondendo ao tema proposto logo após ter sido apresentado pelo editor Anderson Masetto, o presidente Gilson Machado Neto indicou que, com a sanção presidencial à lei 14.002/2020, no dia 22 de maio, a atuação da Embratur foi alterada especificamente por conta da pandemia de Coronavírus. “O papel da Agência agora é basicamente estimular o turismo interno, junto com o Ministério do Turismo, promovendo o turismo de curta e média distância. Somos o único país do mundo em que em um raio de 200 quilômetros se pode ter gastronomia, natureza, cultura, história, negócios. Ser brasileiro é sempre estar ao lado de um destino incrível”, disse.

Mesmo que a lei que transformou a Embratur de Instituto Brasileiro de Turismo para Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo determine que a nova Embratur deva cuidar exclusivamente da promoção dos destinos brasileiros para o mercado interno até seis meses após o fim da pandemia, Gilson Machado Neto mencionou que “ainda assim não abandonaremos o que fizemos no exterior em 2019”. “Ano passado fizemos muitos contatos com o trade e não perderemos esse network”.

Ao ser perguntado pelo jornalista Igor Regis sobre a atuação da Embratur em feiras internacionais, Gilson indicou que planejava, antes da pandemia, levar a Embratur a 44 feiras em 2020. Com a indefinição causada pelo Coronavírus, agora há que se esperar que as organizações das feiras definam datas e que confirmem suas expectativas. “Alguns países abriram e em seguida fecharam fronteiras, como ocorreu também com Foz de Iguaçu com seus parques. Se depender de mim, participaremos de todas as feiras possíveis, pois temos que estar na prateleira em qualquer lugar do mundo”, sinalizou, reforçando que, em 2019, ainda como Instituto, a Embratur participou de 9 feiras. Na maior delas, a WTM, de Londres, o estande da Embratur recebeu o troféu de país de melhor potencial para Turismo no mundo.

Em intervenção feita pelo jornalista Pedro Menezes, quando perguntou sobre como está sendo o trabalho da Embratur para que companhas aéreas mantenham o mesmo número de voos para o Brasil, o presidente da Embratur reforçou que o contato com o setor aéreo nunca parou. “As companhias aéreas são importantíssimas, pois moramos em um país continental, mas estão em situação delicada. A Azul há 15 dias demitiu três mil funcionários, e no começo do ano tinha projeto para contratar três mil funcionários. Temos uma lacuna de 6 mil empregos perdidos só aí”, ressaltou, mencionando também uma boa novidade com relação a esta companhia especificamente. “Hoje tivemos a boa notícia que a Azul ganhou o prêmio de melhor companhia aérea do mundo, sendo que mais de 60% dos aviões da Azul são encomendados da Embraer”, lembrou.

Em pergunta enviada por Roy Taylor, presidente do Mercado e Eventos, e lida pelo editor Anderson Masetto, o presidente da Embratur foi convidado a apresentar sua visão pessoal sobre a retomada do Turismo. Gilson respondeu. “Sou um otimista. Acredito muito no país da gente, em Deus, tenho certeza que vamos conseguir a vacina muito mais rápido do que dizem os cientistas, mas sei das dificuldades. Acho que as companhias aéreas vão voltar ao patamar de dezembro de 2019 só em 2022. Hoje temos de 38 a 40 % da frota voando. O setor hoteleiro já demonstra recuperação, com tem 60 % das reservas para o fim do ano, na comparação com 2019. Já temos visto indicadores de evidente recuperação”.

O presidente da Embratur também ressaltou que o setor do Turismo é o primeiro a sofrer e último a se recuperar em uma crise como a atual, mas que, graças a ações tomadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, não houve caos no Brasil. “Por conta do auxílio de R$ 600 nossa economia permaneceu aquecida e com capilaridade na base. A iniciativa ocorreu na hora certa”, indicou, lembrando também da Medida Provisória que liberou R$ 5 milhões para o setor do Turismo.

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