Embratur

Embratur apoia na captação de investimentos para região do Nordeste

por — publicado 09/09/2019 00h00,
última modificação 09/09/2019 16h50

Foto por: Divulgação

Trilheiros conhecem o atrativo de Porto de Galinhas

Trilheiros conhecem o atrativo de Porto de Galinhas

Atrativo turístico de Porto de Galinhas, uma das principais regiões turísticas de Pernambuco, resgata a história do Brasil

Porto de Galinhas, uma praia localizada no município de Ipojuca, no estado de Pernambuco, é atualmente uma das mais procuradas por turistas nacionais e internacionais que viajam pelo Brasil. A região, que carrega uma história importante desde sua criação, está consolidada como destino turístico ideal para o ano todo. Em função disso, a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) vai apoiar na captação de recursos para investimento e fortalecimento, especialmente, da “Trilha dos Escravos”, um atrativo que tem início no Rio Maracaípe e tem como objetivo fazer uma volta ao passado, para revelar fatos históricos e culturais sobre o local.  

O pedido de apoio, principalmente por meio de adequação da infraestrutura, de forma que permita a expansão das atividades turísticas e a melhoria da qualidade do produto para o turista, para melhor atender e atrair mais turistas para a região, veio do secretário de Turismo de Ipojuca, Mário Pilar, que se reuniu na última sexta-feira (6) com o diretor da Embratur Osvaldo Matos de Melo Júnior. O diretor de Marketing e Relações Públicas do Instituto e o presidente Gilson Machado Neto, ambos grandes conhecedores da região, se colocaram à disposição para intermediar com os órgãos responsáveis pela elaboração e execução de planos, programas e ações relacionados à infraestrutura turística.

Os representantes da Embratur também se comprometeram a ir até o local para uma visita técnica. De acordo com o diretor do Instituto Osvaldo Matos, “a Embratur, apesar de ser uma entidade com competência internacional, pode intermediar e auxiliar na captação de negócios, reuniões, encontros entre os representantes do município e os demais órgãos responsáveis por esse tipo de competência”, informou. “Quanto mais estruturado, com placas, guias bem treinados e comércio local fortalecido, por exemplo, melhor será a nossa atração de visitantes”, completou o secretário de Turismo de Ipojuca.

Conforme explicou o secretário, com pouco mais de 6 km de trajeto e aproximadamente quatro horas de duração, a trilha foi traçada por volta de 1610, quando os missionários franciscanos chegaram à região com a missão de educar e catequisar os moradores locais. “Até os dias de hoje, o local é mantido pela comunidade que diariamente circula pelo local, enquanto muitos deles pescam e catam mariscos e caranguejos”, afirmou Mário Pilar. Para Osvaldo Matos, diretor da Embratur, “é mais uma prova de que o turismo melhora a economia local, com a criação de emprego e renda”.   

A trilha pode ser feita em grupos de 6 a 30 pessoas. Lá, os aventureiros entram no mangue com água na cintura ou no joelho, dependendo da maré. Durante o percurso, os guias realizam algumas paradas estratégicas para conhecimento de espécies vegetais e animais características do solo, onde realizam uma aula vivencial sobre o mangue e sua importância ecológica.

Após o fim do percurso na água, é hora de calçar os sapatos para começar a segunda parte da “Trilha dos Escravos”, na restinga de Mata Atlântica. O caminho, estreito e íngreme em alguns trechos, leva até o ponto mais alto de Maracaípe, onde está localizada uma das igrejas mais antigas do Brasil: a Igreja Nossa Senhora do Outeiro, construída em 1603. De cima, é possível ver todo o estuário do Rio Maracaípe, o Pontal de Maracaípe e o Pontal de Serrambi. A trilha é retomada com destino a Casa de Farinha. O local existe há pelo menos cinco gerações na família de um dos moradores da região. No local, a cultura de fazer tapioca no forno a lenha se perdura até hoje.

 

Voltar ao topo