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Bolívia reivindica melhor conectividade aérea para aumentar emissão de turistas ao Brasil

por — publicado 06/12/2018 00h00,
última modificação 11/12/2018 17h18

Foto por: Pablo Peixoto/Embratur

Presidente da Embratur (segunda da direita para a esquerda) e equipe são recebidas pelo embaixador do Brasil na Bolívia, nesta quinta-feira

Presidente da Embratur (segunda da direita para a esquerda) e equipe são recebidas pelo embaixador do Brasil na Bolívia, nesta quinta-feira

Presidente da Embratur, Teté Bezerra, cumpre agenda de compromissos com o trade da América do Sul para o fortalecimento do turismo da região

O aumento da conectividade aérea é fundamental para o crescimento de turistas bolivianos para o Brasil. Hoje, o acesso de turistas ao País acontece apenas por São Paulo, através das empresas aéreas Gol e Boliviana de Aviación (BoA), e pode crescer de forma exponencial se mais cidades brasileiras tiverem voos regulares à Bolívia. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (6) por representantes do Comitê Descubra Brasil (CDB) na Bolívia à presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Teté Bezerra, em reunião realizada na sede da embaixada brasileira em La Paz.

Em encontro com o embaixador do Brasil na Bolívia, Octávio Henrique Côrtes, houve entendimento para que a embaixada promova manifestações de apoio às iniciativas de novos voos. “Vamos estar juntos com a Embratur nessas ações”, informou Côrtes. 

Além da conectividade aérea, os representantes do trade boliviano ressaltaram a importância de incrementar a promoção de destinos brasileiros em feiras como a Expocruz, realizada anualmente no mês de setembro, em Santa Cruz de La Sierra.  Considerada uma das maiores da América do Sul, a Expocruz representa uma síntese do potencial do mercado boliviano, reunindo durante 10 dias o que há de melhor da economia do país.

“É um espaço muito interessante de promoção”, disse Claudia Ledy Yujra, representante da Embaixada no Comitê Descubra Brasil. Ela lembrou que os mercados de Santa Cruz de La Sierra, Cochabamba e La Paz reúnem, juntos, cerca de 8 milhões de habitantes. “Muitos têm poder aquisitivo para viajar. E o Brasil pode ser opção cada vez maior”, exaltou, informando que subiu de 4.500, em 2014, para 6.500, em 2016, o número de consultas de turistas bolivianos interessados em visitar o Brasil junto a Embaixada.

Os operadores de turismo focados nos destinos brasileiros estão animados: “Temos uma economia estabilizada e estamos vendendo bem, por exemplo, a Formula 1 de 2019. Outros pacotes, para diversos destinos brasileiros, já estão confirmados. O cenário é melhor do que foi em 2017, mas sabemos que podemos crescer muito. Falta conectividade aérea”, avaliou Reynaldo Martinez, um dos operadores e membro do Comitê Descubra Brasil na Bolívia.

As perspectivas para o próximo ano são promissoras.  Em reunião com o representante da Latam, Eduardo Valdívia, na embaixada, houve confirmação de que companhia planeja inaugurar um novo voo para São Paulo em 2019. “Estamos acompanhando o mercado latino-americano e a Bolívia está no radar. É uma economia interessante, 70% conectada digitalmente, ou seja, é um mercado promissor”, admitiu Valdívia. A Latam não opera nenhum voo hoje entre Bolívia e Brasil. Será o retorno da companhia ao mercado.

Além da Latam, há conversas avançadas para o voo Santa Cruz de La Sierra a Cuiabá pela companhia Azul Linhas Aéreas.  Esta frequência já deveria estar operando há meses, mas esbarra em questões burocráticas junto à Receita Federal. Há perspectiva de que essa rota, que seria a segunda ligação entre Bolívia e Brasil, depois de São Paulo, ocorra ainda no primeiro trimestre de 2019.

AGENDA PERU E BOLÍVIA

Acompanhada da coordenadora de Inteligência Competitiva e Mercadológica do Turismo da Embratur, Leila Holsbach, Teté dedicou essa semana para reunir representantes de agências de turismo, companhias aéreas e operadores no Peru e na Bolívia, dois mercados com grande potencial de crescimento do número de emissores. “A região conquistou uma estabilidade econômica nos últimos anos e vem se transformando em um mercado cada vez mais promissor”, ponderou a presidente do Instituto.

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