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Turismo Sustentável

por — publicado 12/02/2017 00h00,
última modificação 20/02/2017 16h37

Artigo do presidente Vinicius Lummertz para o jornal Notícias do Dia

Quando anunciou aos líderes do trade turístico mundial em Madri, no primeiro grande evento da temporada, que estava aberto o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, o jordaniano Taleb Rifai não soltou palavras vazias ao vento. Como secretário geral da respeitada Organização Mundial do Turismo (OMT), que congrega 157 países, ele estava dizendo ao mundo que a Organização das Nações Unidas (ONU), órgão ao qual a OMT está ligada, reconhece a importância do setor para o equilíbrio e avanço das economias de todo o mundo.

O que, convenhamos, não é pouca coisa. Se posicionando à frente de um movimento como esse, a ONU e, por consequência a OMT, enfatizam o quanto é importante o setor trabalhar a questão da eficiência da gestão para que se alcance um modelo de turismo colaborativo e inteligente, um turismo sustentável que leve ao desenvolvimento. O turismo mundial representa hoje perto de 9% do PIB global. Mas sabemos que ele representa muito mais do que números. É o turismo que faz a integração dos povos e culturas, através da valorização dos patrimônios culturais, naturais, arquitetônicos, gastronômicos, históricos e outros. 

O turismo é o segmento da economia que tem a maior capilaridade, que desenvolve de maneira simultânea atividades em 53 setores diferentes. O que responde mais rapidamente quando se fala em retorno de investimentos. Tivemos diversos casos recentes de recuperação econômica de países bastante afetados por crises a partir de uma retomada do crescimento do turismo. A Espanha, por exemplo, anunciou o número recorde de visitantes em 2016. Os mais de 75 milhões de turistas estrangeiros deixaram mais de 77 bilhões de euros nos cofres espanhóis, espantando de vez a crise que rondava o país. 

No Brasil pode acontecer o mesmo. Mas assim como na Espanha e outros países, só foi possível esse enfrentamento da crise após um trabalho conjunto envolvendo o poder público, a iniciativa privada e as entidades representativas. Provas de que existem importantes trabalhos de parceria para o crescimento do setor são encontradas a todo momento, em todo o País.  Mas não dá para não citar em especial o que ocorreu no Rio de Janeiro, quando o setor público investiu pesadamente para receber os turistas que vieram para os grandes eventos e, com ajuda das entidades representativas, o setor privado correspondeu, por exemplo, em dobrar a capacidade de hospedagem na cidade. 

Acredito firmemente que o comprometimento de organismos com representatividade mundial, como a OMT e a ONU, vai trazer muita luz a esse tema. Sem uma união efetiva entre os diversos atores, não há como avançar nas etapas necessárias para se alcançar excelência em serviços, em especial no turismo, que nada mais é do que uma soma de serviços de diversas áreas. O Brasil, em especial, saberá se inserir nesse novo momento. O governo está para anunciar medidas que podem ajudar imensamente ao país a entrar nesse novo momento do turismo em condições de igualdade com as demais potencias do setor. Potencial nós temos, a hora é de transformar o País com potencial em grande potência turística.


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