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O ano mais importante

por — publicado 02/01/2018 00h00,
última modificação 02/01/2018 11h20

O Brasil entra em 2018 dividido. As pessoas querem um outro país. Querem um país que funcione. Mas a visão ofertada pelos lados da divisão é limitada ou facciosa. Os populistas, propositadamente, só falam o que é fácil de ouvir. Temos muitos problemas a resolver em 2018, pois enquanto o país vai saindo da quebradeira conjuntural ainda não escapou da quebradeira estrutural. Se não forem feitas reformas profundas não teremos nenhuma chance de crescer. Mesmo porque nossos problemas vão ficando cada vez mais caros para resolver.

O Brasil não gosta de mudanças. Se esconde fazendo trejeitos de informalidade, chama autoridades pelo primeiro nome - ou os americanos chamam seus presidentes de Ronald, Barack ou Donald? Na França seria Presidente Nicolas ou Emanuel. Enquanto aqui até jornalistas chamam Ministros do Supremo de Gilmar ou Marco-Aurélio. Assim nos enganamos. Fomos o último país relevante das américas a tornar-se independente, a proclamar a república, a libertar os escravos. Enquanto os norte-americanos fundaram Harvard em 1636, nós viemos de USP em 1934.País atrasado não faz, ou faz muito depois.

Assim, também fomos o último país a debelar a inflação. E aqui vem meu otimismo: o Brasil um dia fará o que tem que fazer para ser um país que funcione. Mas será que “um dia” não será tarde demais? Hoje, os brasileiros exigem que sejamos uma sociedade de consumo de primeiro-mundo. Queremos o padrão de vida de americanos, canadenses, espanhóis ou suecos sem considerar que no modelo atual cada brasileiro produz 20% de um deles. A nossa ineficiência é sistêmica, para muito além da corrupção exacerbada que assolou o país. A verdade: vivemos em um país que não poupa nem investe o suficiente para desenvolver uma economia pujante.

Nossas empresas se arrastam odiadas ou toleradas por um país que as subjuga em burocracia, impedimentos, juros e impostos. O Estado brasileiro, inoperante de cabeça velha, odeia e inveja os empreendedores motivados pela vida e por criar procriar e empreender. Quem vai contar aos brasileiros e aos catarinenses que sem empresas pujantes não vamos a lugar algum?

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