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Brasil enfrenta o vírus zika

por — publicado 01/03/2016 00h00,
última modificação 01/03/2016 14h58

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Presidente da Embratur, Vinícius Lummertz

Presidente da Embratur, Vinícius Lummertz

Vinícius Lummertz, presidente da Embratur 

O vírus zika gerou uma situação inédita em termos de saúde pública mundial. Até 2014 havia apenas o registro de circulação esporádica da doença na África, Ásia e Oceania. No entanto, desde o ano passado, além do Brasil, outros 24 países confirmaram a contaminação local do vírus. Apesar de a doença não apresentar complicações graves, o alerta se deu a partir da possível associação entre o contágio de mulheres durante a gravidez e o nascimento de bebês com microcefalia, uma malformação congênita. 

Foi então que o governo brasileiro montou uma força-tarefa sem precedentes, com recursos financeiros, tecnológicos e científicos para prevenção e combate do Aedes aegypti, agente transmissor do zika, e da doença no curto, médio e longo prazos. O orçamento destinado ao trabalho chegará a R$ 1,87 bilhão em 2016. 

O Brasil está integralmente empenhado no enfrentamento ao mosquito. O Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia, lançado em dezembro do ano passado, está centrado em três eixos: mobilização, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti; ampliação e melhoria da assistência às gestantes e crianças com microcefalia; desenvolvimento de estudos e pesquisas nessa área. 

O governo federal mobilizou 19 órgãos e institutos para atuar conjuntamente neste combate, contando ainda com a participação dos estados e municípios. Como parte do Plano foi instalada uma Sala Nacional de Coordenação para articular ações e fortalecer o trabalho. Mais de 220 mil militares e 80 mil agentes comunitários de saúde atuam diretamente no combate e prevenção do zika em todo o País. 

Tomamos a iniciativa de unir esforços de especialistas de áreas da medicina de todo o mundo para conduzir as investigações no País. O governo brasileiro coordena esse esforço internacional, com a parceria do Governo dos Estados Unidos, para a produção de vacina. Há ainda diálogo constante com órgãos internacionais, como os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. 

Essa movimentação mundial deve-se ao fato de o avanço das doenças ser, entre outros fatores, um reflexo da globalização, que diminui as distâncias entre os países e as pessoas. Essa proporção pode ser percebida com o novo recorde que o turismo global atingiu em 2015, com aproximadamente 1,2 bilhão de chegadas noturnas a destinos internacionais registradas – um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. 

Para turistas e viajantes que se destinam a regiões afetadas pelo zika, precauções básicas devem ser tomadas, como em qualquer lugar do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial do Turismo (OMT) não recomendam restrições de viagem, mas destacam a necessidade de um cuidado especial com as gestantes, que devem consultar seu médico antes de viajar e adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores da doença. 

A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), por meio dos 13 Escritórios Brasileiros de Turismo no exterior, acompanha operadores e agentes de turismo em mais de 20 países, buscando informações sobre o comportamento do trade. Também buscamos interagir com esses agentes, fornecendo informações técnicas e respostas aos principais questionamentos e dúvidas dos clientes. A proposta é contribuir para que os viajantes se sintam seguros com a opção de vir ao Brasil, cuja diversidade atrai milhões de estrangeiros todos os anos. 

A Olimpíada e Paralimpíada Rio 2016 se realizarão com total atenção à saúde dos participantes da maior festa do esporte mundial. Estamos trabalhando para que os Jogos transcorram com segurança e tranquilidade, seja para atletas, equipes técnicas ou turistas. As medidas tomadas pelo Comitê Rio 2016, combinadas à mobilização nacional, assegurarão o eficaz combate ao Aedes aegypti no Rio de Janeiro, sede da competição, e em todo o País. Outro ponto é que o período de realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, durante o inverno brasileiro, é historicamente de baixo volume de chuvas e, portanto, de menor incidência dos vetores da doença.

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