Clipping

20/07/2015

Debate sobre taxação não afeta serviços nas Olimpíadas do Rio

O GLOBO - Presidente da Embratur sugere criação de um 'Simples digital' para a cobrançaA discussão está no início, e qualquer decisão não afetará as Olimpíadas no ano que vem. Segundo o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, uma sugestão é criar uma espécie de "Simples digital", através do qual o empresário paga todos os tributos - estaduais, municipais e federais - em um.- Gosto da ideia de um Simples digital. O sistema de cobrança é fácil, todos pagam e ganham cidadania fiscal. A vantagem é que ele empacota todos os impostos num só. Não se deve cobrar nem muito, nem pouco demais - disse Lummertz.O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Enrico Fermi, se mostra preocupado com a ameaça do crescimento desse tipo de serviço.- No Brasil, ainda é um pouco incipiente. O nascedouro foi no Rio e no litoral paulista, no período de alta temporada. É um meio de hospedagem totalmente predador, que não gera empregos e não paga impostos - criticou.HOSPEDAGEM ATÉ NO SOFÁ Para a portuguesa Ana Carlota Moura, de 20 anos, estudante de Antropologia, hospedada em Brasília, valeu a pena.- Às vezes, uma pousada pode sair até mais barato, mas não é algo personalizado, como uma casa de família - disse ela, que já usou outros tipos de hospedagem, como o couchsurfing (ficar hospedada "no sofá").Na outra ponta, a também estudante Marina Lara, de 23 anos, costuma alugar um dos quartos do apartamento em que mora em Ipanema. Normalmente, os hóspedes são estrangeiros.- Devo passar duas semanas viajando e já estou pensando em alugar o apartamento todo. Ganha-se mais dinheiro assim do que alugando por mês - contou.O Procon-RJ informou que até hoje não foram registradas reclamações sobre este tipo de serviço, mas avalia que a criação do imposto pode trazer mais segurança ao turista. Com o registro no Fisco, ocorre a formalização do negócio. Isso dá ao consumidor a possibilidade de buscar um órgão de reclamação em caso de problemas. Em nota, o Procon-RJ pondera, porém, que a tendência é que o tributo encareça o valor do aluguel.Presente em mais de 190 países, o americano Airbnb informou que busca se adequar a legislações específicas de aluguel de temporada. E que apoia a regulação e a criação de leis que se adaptem a novos modelos de negócios. "A missão do Airbnb é proporcionar, em cada lugar, os meios necessários para que as pessoas se sintam confiantes em abrir suas casas, se beneficiando de uma renda extra, além da troca cultural. Já trabalhamos em conjunto com o governo de várias cidades, a fim de encontrar soluções condizentes com as formas locais de taxação", disse.O Booking.com, líder mundial em reservas on-line de acomodação, disse que, em 2014, 235 nacionalidades fizeram reservas no Brasil por meio do site, um aumento de 27% se comparado a 2010. Já a Decolar.com respondeu que "é uma empresa brasileira, que já cumpre a legislação e os deveres fiscais pelos serviços prestados".Para Heleno Taveira Torres, professor de Direito Financeiro e Tributário da Universidade de São Paulo (USP), antes da criação do imposto, é preciso que o ministério crie uma unidade responsável pela cobrança: - O Brasil pode promover o controle e exigir que qualquer pacote possa ser tratado como objeto fiscal. As medidas só podem ser tomadas desde que o ministério exerça o chamado "poder de polícia", a condição que a Constituição estabelece para cobrança da taxa. (E.O.)Turismo com hospedagem alternativa está na mira do FiscoAluguéis de imóveis ou quartos por meio sites poderão ser tributadosGoverno estuda tributar aluguel de temporada, como o oferecido por Marina Lara no imóvel em que mora - BRASÍLIA- Trocar o ambiente frio de um hotel nas férias pelo aconchego de casas e apartamentos de gente comum é uma escolha cada vez mais frequente. De olho nesse mercado, o governo já estuda tributar serviços de hospedagem - o que inclui o aluguel de uma residência, de um dos cômodos ou até mesmo do sofá - oferecidos por sites como Airbnb, Decolar e Booking. E já examina com lupa o que países como Estados Unidos, Austrália e Holanda estão fazendo. A medida ganha destaque no momento em que o governo se esforça para elevar a arrecadação.MÔNICA IMBUZEIRO Anfitriã. Pela internet, a estudante Marina Lara aluga quartos em sua casa A informação foi antecipada ao GLOBO pelo presidente da Embratur, Vinícius Lummertz. Segundo ele, em um recente encontro de ministros de Turismo do Mercosul, o Brasil propôs uma moção para que o bloco avalie a comercialização digital do turismo. O texto foi aceito por Paraguai, Uruguai e Argentina e teve a concordância do Chile: - As empresas não pagam, porque não são cobradas.TAXAÇÃO EM VÁRIAS CIDADES Na semana passada, começou a conversa com representantes do Airbnb - site que amedronta a rede hoteleira convencional assim como o Uber assombra os taxistas. Lummertz reconhece o papel fundamental do Airbnb na última Copa do Mundo e em eventos por vir, como os Jogos Indígenas, em Palmas (TO), e as Olimpíadas de 2016, no Rio.- No Rio, mesmo com reticências importantes no setor hoteleiro, o Airbnb está ofertando nas Olimpíadas o mesmo número de leitos que os hotéis tradicionais, cerca de 80 mil unidades.A iniciativa não é isolada. No rastro da expansão da chamada "economia colaborativa", governos de Amsterdã, na Holanda, e de São Francisco, Chicago e Washington (EUA) encontraram formas de taxar estes serviços.*Publicado no jornal O Globo de 19/07/2015 no caderno de Economia página 33.

Notícias

Embratur e Sindepat traçam estratégia de promoção focada em parques temáticos do Brasil 27/07/2015

Embratur e Sindepat traçam estratégia de promoção focada em parques temáticos do Brasil

Em reunião com representantes dos principais empreendimentos no Brasil, Lummertz debateu estratégia  para fortalecimento do setor e criação de uma política de promocao de parques temáticos no PaísA Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e o Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas) vão andar de mãos dadas para aumentar a atração de turistas para o Brasil. A estratégica começou a ser traçada na manhã desta segunda-feira (27), quando o presidente do Instituto, Vinicius Lummertz, reuniu-se com os representantes dos principais empreendimentos para discutir um programa oficial que estimule o fluxo turístico de países da América Latina focado nos parques temáticos brasileiros."Temos que fazer um esforço conjunto, com inteligência e economicidade. Tenho certeza que os parques temáticos são um grande produto para atrair, principalmente, turistas da América Latina. O novo ambiente de negócios que queremos construir na reformulação da Embratur vai passar por quatro importantes campos: orlas marítimas e fluviais, cidades históricas, parques naturais e os parques temáticos", explicou o presidente da Embratur.Lummertz propôs um novo tipo de pensamento que tenha como princípio a parceria entre o setor público e privado e que comece a partir de agora com as ferramentas que já existem. Ele explicou que pretende mobilizar os 13 Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) que atuam em 20 países, e potencializar os Comitês Descubra Brasil, localizados em 10 países - Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela- com a missão promover, divulgar e aumentar fluxo de turistas para o País.Essas duas ferramentas serão compartilhadas com a iniciativa privada, usando da criatividade para alavancar o turismo do Brasil nesse momento de crise econômica. A proposta foi bem recebida pelos representantes dos parques temáticos, que se comprometeram em repassar informações dos operadores internacionais que mais compram pacotes das operadoras brasileiras para que se comece a traçar uma estratégia de negócios focada na promoção do verão brasileiro."Nós temos que fazer a nossa  parte. Pela primeira vez, recebemos essa proposta do governo para melhorar a nossa capacidade de promoção, principalmente no exterior, que é a especialidade da Embratur", declarou Alain Baldacci, presidente do Sindepat e representante do Wet'n Wild.Na oportunidade também ficou definido que será elaborado um plano de ação emergencial focado no segundo semestre de 2015, como catálogos e participações em feiras da América Latina. Além disso será criado um grupo de trabalho para se pensar as ações promocionais de 2016 feitas de forma conjunta entre a Embratur, Sindepat e Braztoa.Por parte do Sindepat, entidade que reúne os 18 principais Parques e Atrações Turísticas do Brasil em nove estados diferentes, estavam representados na reunião o Beto Carrero, Bondinho Pão de Açúcar, Magic City, Playcenter, Trem do Corcovado, Wet'n Wild, Kidzania e Braztoa. Além dos diretores da Embratur, Marco Lomanto - Produtos e Destinos - e Gilson Lira - Mercados Internacionais.Parceria com a Braztoa - A Turismo Week, ação promocional da Braztoa (Associação Brasileira dos Operadores de Turismo), que vende pacotes a preços especiais para o turismo interno, deverá ganhar uma versão internacional. Durante a reunião, Roberto Nedelciu, representante da Associação, se comprometeu a repassar para a Embratur opções de pacotes para que sejam feitas turismo weeks em países da América do Sul quando o Instituto estiver participando de feiras de turismo em cada um deles. A estratégia deverá começar na Argentina, Chile, Colômbia e Peru, países que mais crescem no número de emissões de visitantes para o Brasil.

Artigos

Durante meses da Copa, Brasil recebeu 1,7 milhão de turistas estrangeiros 23/07/2015

Durante meses da Copa, Brasil recebeu 1,7 milhão de turistas estrangeiros

A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, com jogos em 12 cidades-sedes, contribuiu com dois recordes para o setor de turismo internacional no país: 1) o ingresso de 1.736.645 visitantes estrangeiros na soma dos meses de junho e julho, período em que o torneio vencido pela Alemanha foi disputado, conforme dados do Ministério do Turismo, e 2) divisas de US$ 1,578 bilhão, segundo dados do Banco Central para os mesmos meses. O total de turistas em junho e julho representou 27% de todos os estrangeiros que visitaram o País no ano passado, quando somaram 6.429.852, novo recorde para o país.Embora seja um dado importante, temos muito o que fazer para ampliar o total de visitantes internacionais nos próximos anos, o que inclui melhorar o ambiente de negócios, reestruturar a Embratur, ampliar parcerias com o setor privado e atrair novos investimentos estrangeiros _não só do ponto de vista financeiro, mas também da experiência acumulada em outros países e que pode ajudar a modernizar o turismo no Brasil.  Como resultado dessa e de outras ações, teremos também um aumento na entrada de divisas por meio dos turistas estrangeiros. Em quatro anos, entre 2010 _quando a Embratur começou a incluir a Copa do Mundo nas suas ações de promoção do Brasil como destino turístico_ e 2014, o crescimento no número de turistas estrangeiros foi de 24,57%, apesar da valorização do real, que se desfez depois do torneio de futebol. No mesmo período, conforme dados da OMT (Organização Mundial do Turismo), o total de pessoas que visitaram outros países no mundo subiu 20,74% e no continente Americano (que inclui América do Norte, América do Sul e América Central), a alta foi de 21,33%. Desempenho que pode ser considerado um bom resultado diante do cenário econômico negativo no mundo.A um ano da realização da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, prevista para agosto, teremos mais uma oportunidade de mostrar para o mundo as belezas das cidades brasileiras, praias paradisíacas e com uma cultura e gastronomia diversificadas. Mas, vale ainda olharmos para o resultado de 2014, divulgado pelo Ministério do Turismo no dia 10 de julho último. Nos meses de junho e julho, houve um crescimento de 96% no total de turistas estrangeiros na comparação com o mesmo período de 2013. Assim, como no ano anterior, a maior parte dos turistas chegou ao Brasil por via aérea, já em modernos aeroportos nas cidades-sedes.Em junho, quando o jogo de abertura foi realizado no dia 12 em São Paulo, entre as seleções do Brasil e da Croácia, 1.018.876 turistas estrangeiros entraram no País, o que representou uma alta de 191% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em julho, quando metade das 32 seleções já tinham sido eliminadas, entraram mais 717.759 estrangeiros no Brasil. Só de europeus, o total de turistas teve crescimento de 57% nos meses de junho e julho em relação ano anterior. No período da Copa, o total de ingleses no Brasil mais que dobrou na comparação com 2013.Foi uma Copa do Mundo muito bem realizada. Em 12 cidades-sedes, a maior parte dos turistas estrangeiros teve oportunidade de conhecer um pouco mais de nossa cultura, de nossa gastronomia e nossas belezas ao visitarem mais de 490 cidades. Conforme pesquisa do Ministério do Turismo, para 83,1% dos estrangeiros a experiência vivenciada no Brasil durante o evento atendeu plenamente ou superou sua expectativa. A sucessão de grandes eventos que tivemos, que se completará com a Olimpíada de 2016, além de aumentar a percepção do País e ampliar o conhecimento da multiplicidade do povo brasileiro, contribuirá para aumentar o peso que o turismo tem no desenvolvimento econômico brasileiro.Vinícius Lummertz, presidente da EmbraturArtigo publicado originalmente no jornal The Huffington Post. Acesse aqui. 
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