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Entrevista Lummertz: 'Queremos mais estrangeiros no Brasil' 03/11/2016

Entrevista Lummertz: 'Queremos mais estrangeiros no Brasil'

Presidente da Embratur fala sobre as expectativas para 2017 e o fortalecimento do turismo brasileiro no setor público Desde que reassumiu a função que ocupou de junho de 2015 a março deste ano, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, encarou o maior evento esportivo do planeta: a Olimpíada e Paralimpíada. Após o sucesso no Rio de Janeiro e o show que o Brasil deu como anfitrião dos Jogos, o catarinense está atento às expectativas do turismo para o próximo ano e à necessidade de fortalecer o setor na esfera pública. Em entrevista, Lummertz aborda as principais ações para elevar a Embratur na competição internacional, além das possíveis parcerias com países vizinhos, entre outros temas que englobam o desenvolvimento do Instituto, prestes a completar 50 anos. Desde julho quando assumiu a posse do Instituto, quais são suas ações à frente da Embratur? Seguimos, atualmente, as diretrizes do Plano Nacional de Turismo (PNT) e o foco atual está na busca por mais investimentos privados nacionais e internacionais em PPPs e concessões, na mesma linha dos projetos que o governo pretende seguir de agora em diante. Os esforços da Embratur estão também em destravar obstáculos na criação de marinas e portos turísticos, em dar maior atenção aos parques naturais e ao desenvolvimento de parques temáticos, resorts, cruzeiros; também a liberação de jogos de azar, além da flexibilidade de investimentos nas cidades históricas. Todas essas medidas vão transformar oportunidades e potenciais nacionais em efetivos atrativos turísticos e permanentes principais destinos para turistas estrangeiros. Como você avalia o Turismo Brasileiro como um todo?  O turismo brasileiro é o único segmento que pode repetir o impulso que a agricultura e o agrobusiness propiciaram à economia brasileira. Somos o país com o maior potencial de belezas naturais do mundo e, após o ciclo de megaeventos no País, o Brasil aproveita a boa visibilidade no exterior para impulsionar o setor. Porém, a alta carga tributária na importação de equipamentos e a legislação vigente são alguns entraves para que o turismo auxilie da melhor forma o desenvolvimento do País de forma sustentável e responsável. O turismo quer e pode fazer muito mais pelo Brasil. Quais são os resultados para o Turismo pós Rio 2016? Nos beneficiamos com uma ampla exposição de imagem no exterior e da capacidade brasileira de organização. Cinco bilhões de pessoas ao redor do mundo estavam com os olhos voltados para o Brasil durante a Olimpíada e a Paralimpíada e, tanto o governo quanto a Embratur estão conscientes do potencial para atrair mais investimentos para o setor. Aproveitamos o momento para debatermos como vamos contornar a complexidade de desenvolver negócios no Brasil para avançar no turismo. Além disso, abrimos a discussão para a questão da acessibilidade e para uma política permanente de isenção de visto para alguns países. De acordo com pesquisa do Ministério do Turismo, mais de 87% dos estrangeiros que estiveram aqui durante a Olimpíada pretendem voltar ao País. Quais são os ganhos do Brasil na parceria com países do Mercosul?  Dos maiores emissores de turistas estrangeiros para o Brasil, Argentina – que ocupa a primeira posição – Paraguai e Uruguai fazem parte da lista. O que queremos é intensificar ações e parcerias com esses países, tanto para o fluxo de turistas na América do Sul quanto para a chegada de estrangeiros de todo o mundo. Com a parceria, podemos também diminuir o atendimento na alfândega para os turistas argentinos, uruguaios e paraguaios que procuram o litoral brasileiro e chegam ao País por meio terrestre, entre outras medidas. Quais as expectativas para o turismo brasileiro em 2017?  Esperamos que seja gerado um ambiente de desenvolvimento do turismo capaz de trazer mais estrangeiros para o Brasil e, principalmente, gerar mais empregos e renda do País. Para isso, precisamos de uma Embratur forte na disputa da competição internacional e mais investimentos para a promoção turística no exterior. O maior empecilho ainda é a falta de consenso sobre a força do turismo na esfera pública, nas normas, legislações, programas e ações conflitantes em todos os níveis, que não enxergam o turismo como aliado. Esperamos que, para o próximo ano a Embratur esteja forte e pronta para honrar sua tradição de 50 anos.

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EMBRATUR 50 ANOS 21/11/2016

EMBRATUR 50 ANOS

Artigo publicado na Huffington Post Com 50 anos de existência, a história da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) se confunde com a própria história do desenvolvimento do turismo no Brasil. Criada em 1966, a instituição encontrou um País com pouca estrutura turística e baixo índice de cultura voltada ao turismo. Naquele ano, o Brasil recebeu 133 mil turistas estrangeiros. Falavam até que dava para chamar pelo nome: “Bom dia, Sr. Johnson”.  Como muito esforço, articulação e capitaneando uma imensa rede de empreendedores brasileiros, a Embratur se consolidou como a força motriz de transformação do Turismo nacional. No início de sua atuação, focada em fomento e controle da atividade, empreendeu programas de concessão de incentivos fiscais e financiamentos, que possibilitaram a construção de importantes equipamentos turísticos brasileiros, como os centros de convenções de todo o País.  Conforme o desenvolvimento da atividade se dava no mundo, a Embratur acompanhou este ritmo e passou a atuar como planejadora dos rumos do turismo no País, elaborando e implementando, por exemplo, o Plano Nacional de Municipalização do Turismo, que se transformou no Plano de Regionalização do Turismo, até hoje trabalhado no âmbito do governo. Em 2003, com a criação do Ministério do Turismo, a Embratur passou a se responsabilizar pela promoção do turismo brasileiro no exterior. A título de exemplo, naquela época visitavam anualmente o Brasil 4,1 milhões de turistas.  Em 2015, chegamos a 6,3 milhões de turistas estrangeiros visitando o Brasil. Conseguiu-se, no período, manter crescimento médio em sintonia com o que ocorria no mundo, totalizando 60% de incremento entre 2003 e 2015 em relação à chegada de turistas estrangeiros, e de 132% em receitas cambiais. A expectativa é fecharmos este ano com 6,6 milhões de visitantes estrangeiros, que devem gerar R$ 7 bilhões de receita cambial. Desde que começou a cuidar exclusivamente da promoção internacional, o número de turistas sul-americanos que viajam ao Brasil aumentou 400%.  O esforço integrado da Embratur e do setor privado brasileiro nos últimos anos inseriu de vez o Brasil no mapa do turismo internacional. Com muito esforço, estamos presentes nos principais mercados do mundo garantindo nossa parte no bolo do mercado internacional. Atualmente, o setor representa 9% do PIB brasileiro e gera 8 milhões de empregos na economia nacional, considerando as atividades direta e indiretamente ligadas à atividade, de acordo com o WTTC.  Ao longo desses 50 anos, a Embratur possibilitou a presença de empresários brasileiros de diversos segmentos nas feiras internacionais de turismo, realizou workshops e rodadas de negócios com o trade turístico do País e internacional e possibilitou que centenas de jornalistas estrangeiros experimentassem os atrativos turísticos nacionais. Hoje a Embratur detém credibilidade internacional, sendo um dos principais porta-vozes do Brasil no exterior. Entretanto, podemos e devemos realizar muito mais.  Neste momento, buscamos reposicionar a instituição de modo a elevar de maneira substancial o número de estrangeiros que nos visitam e o ingresso de divisas. Trabalhamos de forma pragmática para obter recursos e investimento em promoção turística internacional, assim como propomos uma revisão do modelo institucional da Embratur, visando sua modernização e maior flexibilidade de operação.  Uma nova abordagem de mercado estará em curso a partir de 2017, buscando manter nossa posição competitiva nos países em que atuamos e evoluir de forma consistente e segura. Focaremos esforços em estratégias voltadas ao aumento da permanência e do gasto médio dos estrangeiros. Também buscamos ser cada vez mais nos comunicar por plataformas digitais, em linha com o que ocorre no mundo e com o comportamento dos potenciais consumidores.  O Brasil possui um potencial gigantesco para o desenvolvimento do turismo em todas suas dimensões. A missão de consolidar o setor foi atingida nestes 50 anos, no momento em que o Brasil atingiu também o ápice de exposição internacional, após o ciclo de grandes eventos extremamente bem-sucedido. O desafio do futuro da Embratur será ajudar o Brasil na internacionalização da economia brasileira pelo turismo -  e de transformar o País do maior potencial turístico em potência turística no mundo. Para acessar o artigo publicado na Huffington Post, clique aqui.

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