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Embratur estima mais de 2,4 milhões de estrangeiros no verão 05/12/2016

Embratur estima mais de 2,4 milhões de estrangeiros no verão

Crescimento de 11% em relação ao ano passado deve ser impulsionado pela Rio 2016 e por campanha promocional no exterior A menos de um mês para o verão no hemisfério Sul, a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) estima a chegada de 2.420 milhões de turistas estrangeiros para a temporada no Brasil. O número representa crescimento de 11% em relação ao verão passado, quando o País recebeu 2.183 milhões de visitantes do exterior, de acordo com levantamento do Ministério do Turismo. O cálculo demonstra que o período, entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017, corresponde a 1/3 do total de visitantes do exterior durante todo o ano de 2015 – fechado em 6,3 milhões – devido, principalmente, à alta atratividade dos estrangeiros pelos destinos de Sol e Praia. O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, aponta a promoção turística realizada pelo Instituto como um dos principais fatores para o crescimento, além do sucesso da Rio 2016. “O Brasil está no imaginário das pessoas ao redor do mundo com o belíssimo espetáculo que apresentamos na Rio 2016. Nossa hospitalidade surpreendeu 98% dos visitantes dos Jogos e agora não seria diferente. A Embratur está explorando esse momento, que é impulsionado pelo câmbio favorável, para reforçar o convite a potenciais turistas e batermos novo recorde de fluxo estrangeiro nesse verão”, explica Lummertz. Isenção de visto - A Embratur defende que a política de isenção de vistos de turismo adotada no período da Olimpíada e Paralimpíada do Rio (de 1º de junho a 18 de setembro de 2016) seja estendida, como forma de incrementar o setor e fortalecer a economia brasileira. A experiência com a medida representou aumento de 55,31% no número de estrangeiros com origem nos países beneficiados - Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, em relação ao mesmo período de 2015. O posicionamento favorável do governo antes do verão poderia também contribuir para o crescimento de visitas de visitantes internacional. “Cálculos do MTur mostram que, caso a isenção seja permanente, o impacto na economia nacional alcançará US$ 175,2 milhões ao ano. Além disso, podemos analisar o caso da Argentina, que optou pela dispensa de vistos para norte-americanos em dezembro de 2015 e registrou aumento de 10% somente nos três primeiros meses do ano”, enfatizou Lummertz. Tanto o ministro Marx Beltrão quanto o presidente Lummmertz já levaram a ideia de retomada da isenção para debate com o Ministério das Relações Exteriores e com a Casa Civil. Se a medida for aprovada pelo Governo, a tendência é que o novo período de isenção se estenda por dois anos. Reforço na promoção - A alta procura dos turistas internacionais pelo verão brasileiro é impulsionada, entre outras medidas, pelas campanhas publicitárias da Embratur, que visam para aumentar o fluxo de estrangeiros no País. Para a próxima temporada, o Instituto preparou campanha provocativa que será veiculada até a virada do ano nas maiores emissoras de televisão do mundo: CNN, Fox, Discovery Channel e Natgeo. A campanha já está no ar, em inglês e espanhol, na rede norte-americana de notícias CNN e, somente pela emissora, serão alcançados mais de 250 milhões de domicílios em 167 países. Nas demais, o agradecimento aos que viveram o País durante a Rio 2016 e o convite para experimentarem o verão brasileiro circulará em sete países da América Latina, 10 da Europa, no Canadá e em quatro das principais cidades dos Estados Unidos: Nova Iorque, Los Angeles, Chicago e Boston.  Confira o vídeo da campanha em inglês aqui e em espanhol, aqui. O convite aos turistas estrangeiros para a melhor e mais quente estação do ano no Brasil vai além da mídia televisiva: os aeroportos na Argentina, Peru, Chile, Paraguai, Colômbia e Uruguai receberão ativações publicitárias com foco no verão brasileiro.  

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Entrevista Lummertz: 'Queremos mais estrangeiros no Brasil' 03/11/2016

Entrevista Lummertz: 'Queremos mais estrangeiros no Brasil'

Presidente da Embratur fala sobre as expectativas para 2017 e o fortalecimento do turismo brasileiro no setor público Desde que reassumiu a função que ocupou de junho de 2015 a março deste ano, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, encarou o maior evento esportivo do planeta: a Olimpíada e Paralimpíada. Após o sucesso no Rio de Janeiro e o show que o Brasil deu como anfitrião dos Jogos, o catarinense está atento às expectativas do turismo para o próximo ano e à necessidade de fortalecer o setor na esfera pública. Em entrevista, Lummertz aborda as principais ações para elevar a Embratur na competição internacional, além das possíveis parcerias com países vizinhos, entre outros temas que englobam o desenvolvimento do Instituto, prestes a completar 50 anos. Desde julho quando assumiu a posse do Instituto, quais são suas ações à frente da Embratur? Seguimos, atualmente, as diretrizes do Plano Nacional de Turismo (PNT) e o foco atual está na busca por mais investimentos privados nacionais e internacionais em PPPs e concessões, na mesma linha dos projetos que o governo pretende seguir de agora em diante. Os esforços da Embratur estão também em destravar obstáculos na criação de marinas e portos turísticos, em dar maior atenção aos parques naturais e ao desenvolvimento de parques temáticos, resorts, cruzeiros; também a liberação de jogos de azar, além da flexibilidade de investimentos nas cidades históricas. Todas essas medidas vão transformar oportunidades e potenciais nacionais em efetivos atrativos turísticos e permanentes principais destinos para turistas estrangeiros. Como você avalia o Turismo Brasileiro como um todo?  O turismo brasileiro é o único segmento que pode repetir o impulso que a agricultura e o agrobusiness propiciaram à economia brasileira. Somos o país com o maior potencial de belezas naturais do mundo e, após o ciclo de megaeventos no País, o Brasil aproveita a boa visibilidade no exterior para impulsionar o setor. Porém, a alta carga tributária na importação de equipamentos e a legislação vigente são alguns entraves para que o turismo auxilie da melhor forma o desenvolvimento do País de forma sustentável e responsável. O turismo quer e pode fazer muito mais pelo Brasil. Quais são os resultados para o Turismo pós Rio 2016? Nos beneficiamos com uma ampla exposição de imagem no exterior e da capacidade brasileira de organização. Cinco bilhões de pessoas ao redor do mundo estavam com os olhos voltados para o Brasil durante a Olimpíada e a Paralimpíada e, tanto o governo quanto a Embratur estão conscientes do potencial para atrair mais investimentos para o setor. Aproveitamos o momento para debatermos como vamos contornar a complexidade de desenvolver negócios no Brasil para avançar no turismo. Além disso, abrimos a discussão para a questão da acessibilidade e para uma política permanente de isenção de visto para alguns países. De acordo com pesquisa do Ministério do Turismo, mais de 87% dos estrangeiros que estiveram aqui durante a Olimpíada pretendem voltar ao País. Quais são os ganhos do Brasil na parceria com países do Mercosul?  Dos maiores emissores de turistas estrangeiros para o Brasil, Argentina – que ocupa a primeira posição – Paraguai e Uruguai fazem parte da lista. O que queremos é intensificar ações e parcerias com esses países, tanto para o fluxo de turistas na América do Sul quanto para a chegada de estrangeiros de todo o mundo. Com a parceria, podemos também diminuir o atendimento na alfândega para os turistas argentinos, uruguaios e paraguaios que procuram o litoral brasileiro e chegam ao País por meio terrestre, entre outras medidas. Quais as expectativas para o turismo brasileiro em 2017?  Esperamos que seja gerado um ambiente de desenvolvimento do turismo capaz de trazer mais estrangeiros para o Brasil e, principalmente, gerar mais empregos e renda do País. Para isso, precisamos de uma Embratur forte na disputa da competição internacional e mais investimentos para a promoção turística no exterior. O maior empecilho ainda é a falta de consenso sobre a força do turismo na esfera pública, nas normas, legislações, programas e ações conflitantes em todos os níveis, que não enxergam o turismo como aliado. Esperamos que, para o próximo ano a Embratur esteja forte e pronta para honrar sua tradição de 50 anos.

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